Sem convênio com a Prefeitura, associações de recicladores passam por dificuldades
Desde que a Prefeitura encerrou o contrato com a empresa Via Norte para a coleta de lixo domiciliar em Passo Fundo, os galpões de reciclagem começaram a passar por dificuldades. O município refez o contrato e dividiu tarefas de recolhimento entre a Via Norte e a Codepas, mas, por uma série de questões burocráticas, ainda não definiu a situação das associações ligadas aos galpões de reciclagem. Em virtude disso, o caminhão que levava o material separado para o reaproveitamento até os galpões está parado há quase um mês, o que gerou a falta de matéria prima para que os recicladores pudessem trabalhar e gerar sua renda.
De acordo com o Secretário Executivo do Projeto Transformação, Volnei Fortuna, resta a formalização de um convênio com a Prefeitura para que seja cedido, a título de comodato, um caminhão e um valor simbólico, para o projeto assumir a coleta do lixo reciclável.
O projeto transformação abrange as associações Recibela (Usina de Lixo), Arevi (Vila Bom Jesus), AAMA (Vila Popular) e a cooperativa Cotraempo (Vila Donária), reunindo em torno de 50 recicladores, que alcançam rendimento médio de R$ 740,00.
O projeto transformação abrange as associações Recibela (Usina de Lixo), Arevi (Vila Bom Jesus), AAMA (Vila Popular) e a cooperativa Cotraempo (Vila Donária), reunindo em torno de 50 recicladores, que alcançam rendimento médio de R$ 740,00.
Na cidade existem quase 2 mil pontos de coleta. Sem o caminhão, o trabalho está sendo mantido através do material que é levado diretamente nos galpões. No entanto essa situação já preocupa, pois com a produção reduzida o salário também será menor, o que provoca a desistência de pessoas que estavam ligadas as associações.