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Cidade

Apesar de se dizerem prejudicados, maioria dos ouvintes do Sem Segredo apoia as greves

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O programa Sem Segredo de sábado pela Uirapuru discutiu as greves de servidores públicos pelo país a fora, em especial neste período, onde bancários e os funcionários dos Correios estão de braços cruzados. O Sem Segredo perguntou se tem razão os trabalhadores que entram em greve ou se deveriam pensar mais na população.

 A maioria dos ouvintes opinou que não gostaria que as greves acontecessem, porém, mesmo prejudicados pelos serviços que deixam de ser prestados, se posicionaram favoráveis aos movimentos, por entenderem ser a principal formados trabalhadores garantirem os seus diretos. 
Para Setembrino Dal Bosco, do Sindicato dos Bancários, quem não pensa na população são os banqueiros e o governo. Dal Bosco afirmou que a greve não busca só melhorias para a categoria, mas também para os clientes, com mais funcionários e opções de atendimento. Dal Bosco afirmou que os bancos lucram bilhões todos os anos, as custas do sacrifício de trabalhadores desvalorizados e pressionados a atingir metas. O bancário informou que a greve, que já conta com 80% da adesão dos trabalhadores, será ainda mais intensificada nesta semana e em Passo Fundo. 
Também participando do programa, Saul Spinelli, que preside o Conselho de Defesa dos Direitos dos Consumidores, salientou que os prejuízos para a população, com a realização de greves são inevitáveis e estão postos a mesa. Saul lamentou que quem acaba arcando com esses prejuízos seja o próprio cliente, que fica no meio da disputa, entre as classes de empregados e patrões. Mesmo reconhecendo o movimento como legítimo, Saul avaliou que as greves nem sempre representam avanços e em alguns casos, como dos professores, o que fica mesmo são os prejuízo para os alunos, pais e a educação em geral.
 Os ouvintes ainda pediram que os grevistas mantenham a população informada e orientada sobre os serviços paralisados, para evitar que as pessoas, percam seu tempo indo até as agências, principalmente as pessoas de idade, que merecem mais respeito.