Vestidos de preto funcionários do Hospital Municipal protestam e revelam precário situação da instituição
Há cerca e duas semanas os 150 funcionários do Hospital Municipal de Passo Fundo estão realizando um movimento reivindicando melhores condições de trabalho. Hoje, todos se vestiram de preto. Eles querem melhores condições de trabalho principalmente no que diz a lei que rege salários, carga horária e horas extra. Pois conforme registram, por o Hospital ser uma autarquia, eles não seguem as mesmas leis de outros servidores municipais.
A enfermeira Ilvania Prauzer registra que os profissionais estão trabalhando com salários defasados, ainda de 2008, carga horária pesada e sem plano de carreira. Eles trabalham até 44 horas semanais, dedicam-se ao máximo para atender a comunidade e recebem em média R$1 mil mensais. Outros servidores, como atendentes da portaria, recebem cerca de um salário mínimo, sendo que o ingresso foi através de concorrido concurso público. A categoria quer uma reformulação com plano de carreira, melhores salários e condições de trabalho, por isso já encaminhou projeto para o Executivo, mas até o momento não obteve retorno.
A Direção do Hospital confirma o recebimento de proposta que altera a lei, entregue pelo Simpasso no final do mês passado.De acordo com Wagner Pacheco, diretor administrativo da instituição eles sabem que a Lei 205, que rege a categoria está defasada, mas como é uma lei, as alterações tem que ser analisadas com cuidado.
Um grupo de trabalho foi formado e já se reuniu sete vezes, para encontrar uma alternativa viável, economicamente, de atender as reivindicações. Encerrando ele informa que hoje a direção do Municipal esta em Porto Alegre, discutindo com o Governo Estadual a obtenção de recursos para a instituição. E amanhã, à 08h30min, o grupo de trabalho irá apresentar os resultados da análise para direção,que deve encaminhar o documento ao Executivo.