No 'Minha Terra, Minha História' o tradicionalismo em pauta com João Castanho
Em tempos de Rodeio, o Programa “Minha Terra, Minha História”, na Uirapuru, traz um pouco da trajetória de um dos maiores artistas e trovadores da cidade, João Castanho. Com 82 anos, o sargento aposentado da Brigada Militar, se encantou pelo tradicionalismo ainda menino e como poeta e compositor, foi um dos criadores da “Trova do Martelo”.
Casado com Dalila Pedroso Castanho, pai de Fernando, Maria, Regiane, Nelcinda e Julcinei, com 8 netos e três bisnetos, ele nasceu em Passo Fundo, na região do Rio Pinheiro Torto, perto da Igreja de São Miguel. E foi ali que incentivado por grandes amigos, de que tinha uma voz boa, foi apresentado ao Movimento Tradicionalista e iniciou a carreira de trovador.Responsável pela criação de CTGs, sempre amou sua terra natal.
Em sua vida, traz como grande feito ter tido bons amigos, gaiteiros e poetas que trouxeram alegria para si e para toda a sua família. Companheiros como os trovadores Teixeirinha, Gildo de Freitas e Pedro Ribeiro da Luz. Sobre a criação do estilo de trova, denominado “Trova do Martelo”, ele lembra que a ideia surgiu, na década de 50, quando viajavam muito se apresentando, na época da fundação do CTG Lalau Miranda, entidade que representavam em todos os pagos gaúchos.
Cansados de sempre se apresentarem com o mesmo estilo de trova, decidiram fazer algo diferente, o chamado “Mi maior de gavetão”, onde um dos trovadores canta o seu verso e o outro responde de pronto, de forma seca e rápida, uma martelada, como frisa o trovador.
Um estilo de sucesso, que traz muito orgulho, pois conforme registra, em todo o Brasil e até mesmo no exterior ele é cantado. Dentre suas principais composições estão Picasso Velho, Morena Luxuosa e Rio Passo Fundo.
O trovador faz questão de afirmar que o gosto pela tradição, pelo gauchismo e pela música foi, certamente, incentivado pelo amor que tem pela cidade, onde encontrou amigos, família e muitas alegrias. Para encerrar a entrevista, fez uma trova, em companhia do trovador Adão Bernardes, pois para ele cantar resume toda a sua história.
Confira a entrevista na íntegra: