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Geral

Para ouvintes do Sem Segredo doação de sangue é um ato de amor e não uma obrigação

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Nesta semana o “Sem Segredo”, na Uirapuru, falou de projeto controverso aprovado pela Câmara de Vereadores. Contando com os votos da maioria dos vereadores, o projeto de lei de autoria do médico e vereador, Ernani Laimer causou polêmica. A proposta dispõe sobre a adoção da doação de sangue como critério de classificação em concursos públicos municipais. De acordo com a proposta, ninguém está livre de precisar de uma transfusão de sangue. Aliado a isto os estoques de doação têm baixado em média 20% nos últimos anos.

Com intenção de salvar vidas e incentivar a doação é que a ideia foi lançada pelo vereador, porém, apesar do mérito da iniciativa, houve muita discussão sobre a matéria, que por questões religiosas e de saúde de muitos candidatos, que estariam impedidos de fazer a doação, está longe de ser consenso. Participaram do programa o autor do projeto, Dr. Laimer e o vereador e pastor evangélico, Sidinei Ávila, que votou contra o projeto.

O criador do projeto explicou que a ideia surgiu por, como médico, observar o quanto é difícil trabalhar sem sangue a disposição, o medo de perder uma vida é muito grande. Por isso pensou em um meio de contribuir ao incentivo das doações. Registrando que a ideia não é discriminar, mas reforçando que se todos doassem, espontaneamente não seria necessário nenhum projeto.
Ele frisou, ainda, que quem tem problemas de saúde, apresentando laudo médico, seria desobrigado a doar.

Já o vereador Sidnei Ávila, frisou a importância de criar mecanismos que incentivem a doação, mas não por obrigatoriedade. Segundo ele, além de segregatória, a iniciativa ainda pode causar constrangimento aos aprovados em concurso, que se verão obrigados a revelar suas doenças, como hepatite e HIV, por exemplo.
A grande maioria dos ouvintes se posicionou contra o projeto. Dentre os argumentos, em primeiro lugar, que a doação tem que ser um gesto de amor e não uma obrigação.

Em seguida, muitos ouvintes, concordaram em afirmar que o candidato tem que ser avaliado por sua capacidade e não por se doou ou não sangue.
Para eles não se pode ser exigido nada em troca de um ato de solidariedade, como a doação de sangue. Sendo a solução investir em campanhas de incentivo.