Para ouvintes do Sem Segredo dinheiro hoje é necessário: viver bem, mas sem ostentação é a solução
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Na última
semana o papa Francisco, em sua mensagem para a Quaresma, criticou o poder, o
luxo e o dinheiro que se transformaram em ídolos das pessoas. O religioso
argentino, que desde que assumiu tem mostrado uma postura austera, expressou
sua preocupação com o que chamou miséria moral, e que “consiste em se
tornar escravo do vício e do pecado”. E, de fato, muitas vezes é possível
perceber que as pessoas acabam colocando os bens materiais ou a riqueza acima
das relações pessoais.
Em todos os seus pronunciamentos o pontífice tem pregado
abnegação e uma mudança de postura de toda a sociedade e até mesmo da igreja.
Por isso o “Sem Segredo” deste final de semana perguntou aos ouvintes: será
que, hoje em dia, o povo valoriza demais o dinheiro ou é desapegado e sabe
compartilhar? Participando dos estúdios
o ex-vereador e produtor rural Marcos Susin e o padre Alexsander Jaeger.
Para
os ouvintes, as pessoas tem direito em almejar melhores condições de vida e os
religiosos não devem opinar no que se pode ou não construir ou comprar. Eles
registraram que não é possível viver sem dinheiro, são contra a esbanjar, mas
os bens são essenciais.
Opinião
semelhante apresentou o ex-vereador, que ressaltou a importância dos
empresários para o desenvolvimento e do regime capitalista para o crescimento
de um povo. Ele frisa que trabalhando, para si, os empresários poderão
compartilhar mais e contribuir para que as pessoas melhorem de vida.
Sobre
compartilhar e ser solidário, Susin afirma que a carga tributária é muito grande,
o que impede maiores doações. Já o padre, explicou que o que o Papa sugere não
é a não existência do dinheiro, mas sim uma melhor utilização do mesmo. Para
que a sua distribuição seja mais justa e equitativa.
Sobre o
fato, questionado por ouvintes, das riquezas do Vaticano e da Igreja, Padre
Alex informa que o Vaticano não é da Igreja, foi doado à humanidade e que as
maiores obras sociais do mundo, estão a cargo da Igreja Católica. Citando que
no Brasil elas representam 60% de todas as ações sociais desenvolvidas.Quanto
ao dízimo ele explicou que a instituição não cobra de quem não tem renda.
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