Cálculo defasado do governo faz com que mais assalariados tenham que pagar Imposto de Renda
Caso fosse feita de maneira correta, a isenção do Imposto de Renda beneficiaria milhares de brasileiros a mais. Isso porque o cálculo do governo é defasado em pelo menos 60%. Tanto é verdade que a própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai entrar, ainda neste mês, com uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal pedindo a mudança da forma de correção da tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física.
Para se ter uma idéia, se o cálculo fosse correto, todos que ganhassem salário abaixo de R$ 4.200 não pagariam imposto de renda. No entanto, o governo não corrige a tabela e o assalariado que ganha R$ 1.600 já precisa pagar o imposto.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o vice-presidente Nacional da OAB, Cláudio Lamacchia, disse que a ação vai questionar a aplicação da Taxa Referencial a partir de 1999 como critério para definir quem tem direito à isenção e para estabelecer as faixas de pagamento do imposto. A entidade pretende que o Supremo determine a correção da tabela com base na inflação.
Para Lamacchia, a intenção da OAB é fazer com que a relação entre o que se paga ao governo e o que o povo recebe em troca através dos serviços essenciais seja mais justa.