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Saúde

Justiça obriga SUS a cobrir cirurgia com material importado

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Participando da programação da Rádio Uirapuru, o advogado Ricardo Ribeiro, da Ribeiro e Romeiro Advogados Associados, de Porto Alegre, revelou que tem obtido sucesso em ações, inclusive em Passo Fundo, para execução de procedimentos cirúrgicos que não tem cobertura do SUS e dos planos de saúde. Ribeiro registra que no final do ano passado, o senhor Balduíno Bernardon, de Soledade, precisou realizar uma cirurgia delicada, para colocação de uma válvula aórtica percutânea (VAP) transcatéter.

 

Por ser um procedimento oneroso, no mínimo R$ 20 mil reais a cirurgia, fora o preço da válvula, que pode chegar aos R$ 80 mil reais, nem o SUS e nem os planos autorizam o procedimento, pedindo que se utilize equipamentos nacionais, que embora mais baratos, não tem a durabilidade dos importados, que podem dar aos pacientes 30 anos, enquanto os nacionais teriam que ser repostos em 5 anos.

 

Sendo assim, o senhor Bernardon teve ganho de causa e foi operado em Passo Fundo pelo médico Rogério Tumelero e por um profissional que veio da Alemanha, tudo graças à ação que deferiu o pedido do paciente. Conforme frisa o advogado, hoje existem mais de 60 mil idosos, no Estado, nessa situação, aguardando válvulas e próteses adequadas.

 

Aproveitando a oportunidade, Ribeiro também falou sobre ações propostas para anular decisões de processos movidos pelo escritório do advogado passo-fundense, Maurício Dal Agnol. Desde que foi deflagrada, no dia 21 de fevereiro, a Operação “Carmelina”, executada pela Justiça e Polícia Federal e que foi desbaratada quadrilha comandada pelo advogado, estima-se que mais de 30 mil pessoas tenham sido lesadas em valores recebidos. Ele explica que é possível reverter esse quadro.