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Polícia

Exclusivo! Vídeo flagra rotina de abusos no Presídio de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

Tudo o que a sociedade imaginava sobre a rotina interna de um presídio foi confirmado através de uma matéria exclusiva da Rádio Uirapuru. A emissora, ciente de que o jornalismo tem que ser multimídia e para levar a informação devem ser utilizadas todas as plataformas de comunicação, realizou um trabalho jornalístico investigativo de quatro meses, que resultou na produção de um vídeo comprovando que a legislação brasileira não é respeitada e que as drogas e celulares fazem parte do dia a dia dos detentos do Presídio Regional de Passo Fundo.

 

A estrutura da casa prisional, que fica localizada na Rua Ana Neri , no Bairro São Luiz Gonzaga, comporta uma capacidade de 307 detentos, porém, conforme dados divulgados pelo site da SUSEPE, no último relatório efetuado no dia 07 de janeiro deste ano, está abrigando 577 presos.

 

Com essa superlotação há uma facilidade para que os presos tenham acesso a regalias, e essas poderiam ser barradas caso fosse efetuada uma rígida fiscalização.  Foi constatado que a área interna encontra-se em condições sub humanas, área esta que não é possível de ser observada pela comunidade que passa pelo local, devido aos altos muros. Neste espaço há acúmulo de lixo, esgoto a céu aberto e animais peçonhentos que oferecem perigo a saúde dos apenados. 

 

Durante os meses em que a equipe da Uirapuru trabalhou na elaboração da matéria ficou evidente que, diariamente, os presos comercializam e consomem entorpecentes.Também foi comprovado que, no momento dos intervalos para o banho de sol, horário em que os presos são liberados para caminharem no pátio da casa prisional,  a maioria dos apenados faz uso de aparelhos celulares sem a mínima preocupação de serem flagrados pelos policiais e agentes penitenciários.

 

Muitos dos detentos portam de dois a três aparelhos e negociam por pagamento em dinheiro ou drogas  a utilização dos telefones.Foi observado também que os apenados que estão dentro das celas repassam drogas e celulares utilizando lençóis, chamados pela massa carcerária como jibóias, e, repassam livremente os objetos de janela em janela.

 

O que a sociedade pergunta é: Como isso acontece? Como celulares e drogas vão parar dentro do presídio? É possível ter uma ressocialização vivendo em um ambiente sem as menores condições sanitárias? Para quem os detentos tanto efetuam ligações? A administração da SUSEPE e da casa prisional estão cientes desta situação?