Quebra na safra de milho chega a 30% na região
Como era de se esperar, a falta de chuva no período de floração do milho começa a refletir nos graneleiros da região do Planalto. Segundo a Emater, a quebra na safra 2013/2014 chega a 30%. A colheita já se encaminha para a fase final e a estimativa animadora de 125 sacos por hectares dá lugar a incertezas na maioria das lavouras. “O milho levou um sol de 40ºC, ficou muito tempo sem chuvas e queimou. São danos significativos”, comenta o engenheiro agrônomo e diretor do Grupo FLOSS, Luiz Gustavo Floss.
Na propriedade de Diones Carmo, em Pontão, os 110 hectares destinados à cultura registram queda na produtividade. Mesmo investindo em tecnologia, o produtor conta que deve contabilizar mais de 25% de perdas. “A estiagem foi muito severa e castigou mesmo,” lamenta.
Muitos agricultores optaram por eliminar a lavoura, transformando a produção em silagem. A perda de qualidade foi mais significativa nas cidades de Ernestina, Pontão e Tio Hugo segundo a Emater. Para dar conta da demanda interna, o Rio Grande do Sul precisaria de 6 milhões de toneladas de milho, índice que provavelmente não será alcançado. Restará importar o grão de outros estados.
Preço em alta afeta custo de produção de aves
Muitos produtores estão segurando o milho por questões comerciais internacionais, o que contribuiu para o acréscimo dos custos na produção de aves. O setor espera ajuda do governo para fazer o milho de outras regiões chegar até o sul, onde a produção teve perdas.
Até o momento, as agroindústrias não repassaram este aumento de custo para o consumidor e nem para os produtores integrados. A inflação dos alimentos faz com que os consumidores reajam aos aumentos e acabem substituindo o frango por outro produto, embora os preços de suínos e bovinos sejam mais altos.