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Geral

Ouvintes do Sem Segredo são contra manifestações racistas nos estádios de futebol brasileiros

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Nos últimos dias o caso de racismo, ocorrido em Bento Gonçalves com o árbitro gaúcho Márcio Chagas da Silva, representante da Federação Gaúcha de Futebol deu o que falar em todo país. Trazendo à tona a questão de ofensas feitas a pessoas, e especialmente, jogadores de futebol, como Tinga, que jogando pelo Cruzeiro, também foi ofendido.

 

As punições têm sido brandas, o que indigna muitas pessoas. Mas será que essa não seria uma prática já instituída no país? Afinal todo torcedor acaba extravasando em partidas de futebol? Ou nos tempos atuais isto não é mais tolerável?  

 

Esse foi o tema do “Sem Segredo”, deste final de semana. No estúdio estiveram participando o presidente do Sport Clube Gaúcho, Gilmar Roso e o árbitro, Paulo Roberto Bibiano.

 

Por telefone, o árbitro, Márcio Chagas também manifestou a sua opinião. Para o presidente do Gaúcho, que também é professor, infelizmente, o racismo é uma prática no Brasil, não só nos campos, mas também fora deles. Ele frisa que quando a massa de torcedores se reúne, muitas emoções afloram e nem sempre é racismo.

 

Já o árbitro passo-fundense, Bibiano, registra que quem escolhe essa profissão tem que estar pronto para lidar com este tipo de situação. Ele concorda com Roso, de que o racismo não ocorre apenas nos campos.Para ele o que falta no país e educação, para combater todos os tipos de pré-conceito.

 

Participando do programa, o árbitro Márcio Chagas revelou que já estava acostumado com os “xingamentos”, comuns a jogos de futebol, que já teriam se tornado até mesmo parte do folclore do esporte, mas manifestações como as ocorridas em Bento, extrapolaram esta questão, ofendendo sua raça.

 

Respondendo a torpedos de que sua reação teria sido exagerada, como inclusive teriam afirmado dirigentes de organizações esportivas, Chagas frisou que as pessoas  que não passam por isso não têm como avaliar. Muitas vezes acham que é um exagero, ou que seria o mesmo que chamar alguém de baixinho ou careca, mas só quem é negro sabe o que é sofrer com o racismo, durante toda sua vida. Ele finaliza dizendo que de uma maneira geral, os negros aceitam muita coisa e que a hora é de se rebelar.

 

Embora alguns ouvintes tenham registrado que as manifestações do jogador e do árbitro ofendidos foram exacerbadas, e que seria uma válvula de escape dos torcedores, a grande maioria foi taxativa ao afirmar que o que ocorreu no caso de Chagas foi racismo. Ressaltando que práticas como essa devem ser punidas.

 

Muitos ouvintes também manifestaram que já sofreram pré-conceito e racismo. Para todos a melhor maneira de lidar com isso é denunciar.