Especialista afirma que para a população aumento dos remédios não deve passar dos 1%
O Ministério da Saúde anunciou que o governo autorizou reajuste de até 5,68% nos preços dos medicamentos. A partir da próxima segunda-feira (31), as farmacêuticas e distribuidoras já podem adotar os novos preços.
A regulação é válida para mais de 9 mil medicamentos e os ajustes são autorizados em três níveis, variando de 1,02% a 5,68%, conforme o perfil de concorrência dos produtos.
De acordo com a economista Cleide Moreto, o ajuste pode alterar o preço máximo de fábrica, porém não impacta diretamente no valor pago pelo consumidor, uma vez que muitas empresas adotam descontos na comercialização dos produtos.
Ela informa, ainda, que mais de 40% dos medicamentos regulados estão na categoria nível três, de menor concorrência, cujas fábricas só poderão ajustar o preço teto em 1,02%.
Ela reforça que o ajuste leva em conta a inflação acumulada nos 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e que ficou em 5,68%. Em 2012, o reajuste máximo autorizado fora de 6,31%.