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Geral

Ex-ministro do TSE que recebia comissão no contrato entre Mauricio Dal Agnol e Brasil Telecom é de Uruguaiana

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

A cada momento novos fatos aparecem sobre o golpe milionário do advogado Mauricio Dal Agnol de Passo Fundo. Mesmo estando foragido e tendo no encalço a Policia Federal, Interpol e FBI,o advogado segue causando indignação no povo com as falcatruas que vem sendo descobertas.

 

Desta vez nomes de empresas e pessoas influentes no país aparecem nesta maracutaia sem fim.

 

Mauricio Dal Agnol tinha mais de 1 bilhão e meio de reais referente a ações contra a Brasil Telecom. Ele fazia acordo de 50% com a empresa Brasil Telecom, recebia os honorários dos clientes e, ainda, embolsava mais da metade dos valores das ações. Não pagava mais que 20% do valor da ação que a pessoa tinha direito. Dal Agnol advogava para os dois lados sempre, é claro, prejudicando o cliente.

 

São mais de 30 mil processos, equivalente a 30 mil pessoas lesadas.

 

O contrato entre a Brasil Telecom e o advogado Maurício Dal Agnol foi encontrado na sala secreta de sua residência, localizada na Vila Luiza em Passo Fundo, durante o dia 21 de fevereiro, quando foi desencadeada a Operação Carmelina.

 

A polícia conseguiu chegar até a sala secreta após um torpedo anônimo repassado para a Rádio Uirapuru.

 

Há vários contratos, ainda não revelados, mas, em um dos contratos no valor de R$ 638 milhões, onde houve um acordo de R$ 300 milhões, o ex-ministro gaúcho do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luiz Carlos Lopes Madeira, aparece  sendo beneficiado com 12,5 % dos 50 milhões, a título de comissão. Há, uma cláusula dando-lhe esse percentual para o Ministro.

 

A declaração do Imposto de Renda do advogado Mauricio Dal Agnol é de 92 milhões de bens, que parece insuficiente para cobrir o rombo.

 

O Ex-Ministro é gaúcho, natural de Uruguaina, tem 65 anos, iniciou as atividades de advogado em 1964, em Porto Alegre. Professor de Direito, ele já exerceu a função de secretário de Justiça do Rio Grande do Sul, presidente da OAB, na gestão 1985/1986, entre outras atividades.

 

Na sala secreta onde foram encontrados os contratos havia ainda duas malas cheias de dinheiro, além de diversos documentos e cheques que comprovam o golpe milionário aplicado pelo bando liderado pelo advogado.