Cavalo passa a ser utilizado como opção de lazer
O cavalo é um dos símbolos do Rio Grande do Sul e está presente no nosso cotidiano, mesmo na era das máquinas e dos automóveis. Hoje o animal tem seu papel diferenciado e não realiza mais, exclusivamente, trabalhos, servindo também para lazer. A prova disso são os crescentes eventos envolvendo estes animais, competições importantes como o Freio de Ouro e a grande movimentação durante os finais de semana no Parque de Rodeios da Roselândia.
O criador de cavalos e competidor, Jocemar Sgorla, da Cabanha Olha D’água, explicou que atualmente o cavalo tem se tornado uma terapia anti stress nas grandes cidades. Conforme dados fornecidos pelo criador, a cidade tem mais de 2 mil animais, divididos em 30 galpões.
Cerca de 90% dos cavalos são crioulos, o restante os animais pertencem a raças diversas. Com um custo médio estimado de R$600 por mês, dividido em alimentação e hospedagem, o setor movimenta cerca de R$1milhão e 200 mil mensais.
O valor pode ser maior, já que na estimativa não está incluída despesa com medicamentos e consultas veterinárias. Jocemar registra que o número de cavalos vem aumentando, cerca de 180 animais por ano em Passo Fundo. Estimativas apontam que a cidade possui cerca de 15 agropecuárias.
Estas empresas são as que fornecem boa parte da alimentação e dos medicamentos aos proprietários dos animais, gerando empregos e movimentando a economia local.