Skip to content

Cidade

Para ouvintes do Sem Segredo, adoção mesmo por estrangeiros é ato de amor, mas ainda é preciso reduzir burocracia

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

O Conselho Nacional de Justiça aprovou, no final de março, uma resolução que permite a casais estrangeiros ou brasileiros residentes no exterior integrar o Cadastro Nacional de Adoção, banco de dados criado para auxiliar juízes das Varas da Infância e da Juventude na tramitação de procedimentos de adoção. O objetivo da medida é que mais casais cumpram os requisitos básicos e que crianças mais velhas e grupos de irmãos possam ser adotados. Hoje o país vive um paradoxo: há cinco mil e quatrocentas crianças ou adolescentes à espera de uma família e na outra ponta, 30 mil pretendentes à adoção, ou seja, existem muito mais casais querendo adotar do que crianças para serem adotadas, e apesar disto os orfanatos estão lotados.

 

Esta situação se deve ao fato de que a maioria só quer adotar recém-nascidos, brancos e saudáveis. E o Sem Segredo de sábado discutiu: com a possibilidade de estrangeiros poderem adotar crianças no Brasil, será que este problema seria amenizado, uma vez que são considerados menos seletivos?  Ou o risco de crianças saírem ilegalmente do país irá aumentar? Será que aumentaria esta possibilidade ou a medida traz mais segurança e avanço? Para os ouvintes, a adoção, desde que seja legal, é um ato de amor e desprendimento. Entretanto, seria necessário diminuir a burocracia e a demora nesse processo.

 

A Promotora de Justiça, da Infância e da Juventude, Clarissa Machado, acredita que a resolução do CNJ é uma boa medida. Ela explica que a lacuna entre os interessados em adotar e as crianças que aguardam por pais adotivos não deve diminuir, mas o processo de adoção internacional pelo menos será mais rápido.

 

Durante o programa os ouvintes também trouxeram à discussão o tema do abandono de menores. Muitas vezes as crianças são deixadas sem as condições básicas de saúde, educação e até mesmo carinho por parte dos pais ou responsáveis. O secretário municipal da Cidadania e Assistência Social, Saul Spinelli, lembrou que é importante a presença dos pais, sejam eles adotivos ou não, no dia a dia e desenvolvimento de seus filhos.