Skip to content

Polícia

Pai e madrasta são acusados de morte do menino de Três Passos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

A Polícia Civil de Três Passos prendeu na segunda-feira, dia 14, o pai e a madrasta de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos. O garoto, que morava em Três Passos, estava desaparecido há 10 dias. O corpo foi encontrado no final da tarde de segunda, em Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, no Noroeste, onde o menino morava.

 

Em coletiva realizada na manhã de ontem, e transmitida pela Rádio Uirapuru, a delegada  da 22ª Delegacia de Polícia Regional (22ª DPR) de Três Passos, Cristiane de Moura e Silva e a delegada responsável pelo caso Caroline Bamberb Machado afirmaram que a prisão é cautelar, devendo durar por período de 30 dias, para que investigações sejam feitas, concluindo o caso. Embora aguardem os resultados da perícia, elas afirmam que a morte por injeção letal foi denunciada por uma cúmplice, moradora de Frederico Westphalen, que foi identificada e colaborou com a polícia, revelando onde estava o corpo.

 

Durante a coletiva a delegada Caroline explicou que as investigações seguem no sentido de buscar evidências, que mantenham os culpados na cadeia. Ela registra, que inicialmente, o casal negou o crime e que por medidas de segurança, eles não foram ouvidos na hora ouvidos e nem o local onde estão presos foi revelado. Embora o inquérito não esteja concluído, a delegada Caroline afirma estar certa da participação do pai e da madrasta.

 

Já a delegada Cristiane, responsável por interrogar a testemunha que foi cúmplice do crime, ressalta que se não tivesse feito com que a testemunha colaborasse, talvez nunca viessem a descobrir o corpo. No entanto, as provas são apenas testemunhais, faltando agora instrumentar o inquérito com provas, da perícia, imagens, vídeos. O que deve ser feito nos próximos 30 dias.

 

Encerrando, a delegada Caroline informou que tanto o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, 38 anos, médico e a madrasta Graciele Boldrini, enfermeira e maior suspeita de ter aplicado a injeção na criança, demonstraram frieza, no momento da prisão. Elas agradeceram o apoio de todos que trabalharam para o desfecho do caso, especialmente, do Poder Judiciário. O corpo foi velado no ginásio do colégio Ipiranga, onde o menino estudava, e o sepultamento foi realizado em Santa Maria.