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Cidade

Bebê que nasceu com 470 gramas realiza acompanhamento no HSVP

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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“A Júlia está de parabéns”, essa foi a frase que Flávia Piva e Julio Eduardo Piva, pais da pequena Júlia Rita Piva, prematura de menor peso a nascer e sobreviver no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, ouviram de todos os profissionais do Ambulatório dos Primeiros Passos do Prematuro, na sua primeira consulta, dois meses após a alta hospitalar. Júlia nasceu no dia 04 de outubro de 2013, pesando 470 gramas. Depois de quatro meses internada no CTI Pediátrico Neonatal, a pequena guerreira foi para o quarto e recebeu alta hospitalar no dia 28 de fevereiro deste ano, com 1.800 kg.

 

De volta ao hospital, para avaliação e acompanhamento, nos corredores e consultórios que passou, Júlia chamou atenção de todos que queriam ver como ela está crescendo. Com 2kg e 700 gramas e três meses de idade corrigida, Júlia está bem e até agora não passou por nenhuma intercorrência.

 

Flávia conta que estavam ansiosos quando a filha recebeu alta hospitalar pois, os cuidados seriam redobrados. “Ela colaborou bastante, foi muito tranquila. Não tivemos nenhum imprevisto durante esses dois meses. Ela se alimenta bem e só cresce. Perdi a insegurança, tanto que ela já dorme no quartinho dela”, relatou a mãe.

 

O acompanhamento no ambulatório dos egressos é fundamental para o crescimento e o desenvolvimento de Júlia. Segundo a equipe multiprofissional que atua nessa unidade, os recém-nascidos prematuros têm mais chances de apresentar complicações pulmonares, dificuldades para interagir socialmente, problemas no desenvolvimento ósseo, doenças cardíacas quando adultos e obesidade. Conforme pesquisas, ao se identificar problemas no começo da infância é mais fácil garantir um futuro saudável em todos os campos, por isso a pequena vai receber acompanhamento até os dois anos.

 

Na primeira visita, ela recebeu avaliação da pediatra Wânia Cechin, da nutricionista Fabiana Guedes, da fonoaudióloga Lisiane Siqueira e do fisioterapeuta Vinicius Wojahn, que avaliaram peso, alimentação, audição, movimentos, crescimento, repassaram técnicas de estimulação essenciais e orientaram Flávia em relação aos cuidados diários. “Acho muito importante esse trabalho de acompanhamento. Muitas vezes, em casa não percebemos nenhuma anormalidade visual ou sonora, por exemplo, e aqui nós temos todas essas orientações. Estamos realizando as consultas com a Dra. Jaqueline Cabeda, que atendeu a Júlia desde seu nascimento e aqui, porque é um complemento de todo o trabalho que foi realizado no CTI”, enfatizou a mãe.

 

Segundo Dra. Wânia, Júlia Rita está muito bem, com o desenvolvimento correspondente a idade cronológica e muito bem cuidada pelos pais. “Ela está num estado nutricional adequado. Está indo muito bem. Ela passou por muitas dificuldades no CTI, mas está respondendo bem. Ela entrou no programa de vacinação, que vai ajudar a prevenir doenças respiratórias e outras infecções, para que possa continuar crescendo”, relatou a pediatra, frisando também a importância do cuidado e carinho que os pais têm com a criança, que ajudam no seu crescimento.

 

As consultas, que serão mensais já estão marcadas, e a cada visita mensal de Júlia Rita, todos esperam se surpreender com o seu crescimento e, novamente, força de vontade para crescer e viver.