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Geral

Jurista afirma que somente nova prova poderá reabrir caso da morte da mãe de Bernardo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O advogado Marlon Taborada, defensor da avó materna de Bernardo Boldrini, teve acesso a íntegra do inquérito que trata da morte da mãe do menino de 11 anos.

 

De posse dos documentos ele afirmou, mais uma vez, que irá ingressar na Justiça solicitando a reabertura da investigação policial do suicido de Odilaine Uglione, mãe de Bernardo. O advogado revela que dentre os novos fatos, que alterariam a versão oficial, se encontra um exame residuográfico indicando presença de pólvora na mão esquerda da mulher, enquanto ela era destra.

 

Conforme o inquérito da polícia, Odilaine cometeu suicídio com um tiro na boca dentro do consultório do pai de Bernardo, Leandro Boldrini, no dia 10 de fevereiro de 2010.

 

No documento, consta que ela comprou um revólver calibre 38 pouco antes de ir à clinica. Além disso, também há o registro de um bilhete em que a secretária do médico, Andressa Wagner, entregaria ao patrão, alertando sobre a chegada de Odilaine. O processo conta com depoimentos de testemunhas que estavam na sala de espera no dia da morte e com documentos referentes a uma possível divisão da pensão a ser paga após o processo de separação do casal.

 

Esclarecendo a situação para os ouvintes da Rádio Uirapuru o advogado Osmar Teixeira, registra que a possibilidade de reabrir processos arquivados existe. No entanto, o jurista acha muito difícil que isso ocorra nesse caso, em específico.

 

Ele explica que a questão da pólvora nas mãos não é conclusiva, pois conforme registra existem pessoas destras na escrita, mas que utilizam a mão esquerda para várias tarefas. Além disso, Teixeira confia no trabalho da perícia e registra que somente uma nova prova, de valor irrefutável, poderia reabrir o caso.