Para historiador fim da escravidão foi divisor de águas na história brasileira
No dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, extinguindo a escravidão no Brasil. Para o historiador e professor da pós-graduação em História da UPF, Mário Maestri, essa é a principal data da história brasileira, mais importante mesmo que a Independência, pois é quando o país deixa de ser escravista e ocorre a unificação do mundo do trabalho.
Abandonado no passado mais de três séculos de modelo escravista colonial. No entanto, diferente de países como Portugal, por exemplo, com mais de mil anos de experiência de trabalho livre, no Brasil essa modalidade tem pouco mais de cem anos.
Por isso, desde quando se tornaram livres os negros, em uma república federalista que não deu as condições adequadas para que os mesmos evoluíssem, até hoje sofrem com muitas sequelas da escravidão, que continuam presentes na sociedade.
Conforme frisa o historiador as demonstrações de racismo, que têm aumentado nos últimos dias, também chegam a realidade profissional dos brasileiros, pois um povo que não ganha o suficiente, acaba se tornando oprimido.
Para ele a solução perpassa por uma total reformulação das relações de trabalho, para que desta forma os negros possam adquirir na sociedade o papel a que têm direito.