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Trânsito

Ouvintes afirmam que conscientização aliada a investimento são soluções para reduzir número de acidentes

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A onda de acidentes de trânsito com vítimas fatais, nestes primeiros cinco meses do ano, tem chocado os passo-fundenses. Até o momento 24 pessoas já perderam a vida em acidentes registrados no perímetro urbano, são seis vítimas a mais do que em todo o ano passado.

 

Esses números se referem apenas as pessoas que perderam a vida em acidentes, mas se forem contadas as vítimas que sofreram lesões graves, na maioria jovens, a estatística dobra. Todos são unânimes em afirmar que algo tem que ser feito. No entanto, qual seria o maior problema, o trânsito na cidade seria mal organizado, faltando fiscalização e ordenamento, ou é o comportamento dos condutores o que mais causa danos e acidentes?  Esse foi o tema do “Sem Segredo”, deste final de semana.

 

No estúdio participaram o técnico em trânsito, Renato Lângaro e o arquiteto urbano, Daniel Bastos. Para Lângaro é preciso reorganizar o trânsito, mas é urgente que se invista em Educação para o Trânsito, só assim os tristes índices irão diminuir.

 

Já o arquiteto urbano, registra que a postura dos motoristas é fundamental, no entanto, o número de veículos aumenta a cada dia. Revelando um dado importante, hoje 33% do PIB no país provém da venda de veículos. No entanto, os investimentos em mobilidade urbana não alcançam esse patamar. Em Passo Fundo, segundo registra, as zonas centrais não estão prontas para receber o atual fluxo de veículos.

 

Motorista do SAMU, na cidade, José Ribeiro, que transita diariamente pelas ruas centrais e pelos bairros, fez questão de dar um depoimento. Ele registra que após o asfaltamento de vias nos bairros o número de acidentes com vítimas fatais aumentou muito. Já no centro, o condutor explica que o individualismo impera e que nem para veículos de emergência os motoristas dão passagem.

 

Um ouvinte, vítima da intolerância no trânsito, registra que ficou mais de um ano em uma cadeira de rodas. Para ele a falta de habilidade dos condutores é o principal problema. Já outro ressaltou que a frota de veículos cresceu ao contrário dos investimentos. Sendo em sua opinião essencial que se criem alternativas públicas para melhora da trafegabilidade.