Psiquiatra afirma que consumo de ecstasy pode levar à morte
Devido às prisões de diversos jovens, na manhã de hoje pela Polícia Civil, por tráfico de ecstasy, muitos ouvintes questionaram durante a programação como funcionária a droga sintética e quais os seus efeitos.
Para responder as dúvidas levantadas, falou aos microfones da Rádio Uirapuru, o psiquiatra Érico Hecktheuer. Ele explicou que basicamente quem faz uso do comprimido, também conhecido como bala, busca potencializar sensações, ficando mais animado, acordado por mais tempo. São os efeitos alucinógenos e energéticos, tornando os usuários mais ativos e comunicativos.
No entanto, os efeitos colaterais são muitos e variados, tanto no setor psíquico como no físico. Principalmente, conforme frisa o médico, porque geralmente a droga é misturada com o consumo de álcool.
Além da boca seca e do grande aumento da temperatura do corpo pode haver riscos de morte por convulsão e até mesmo por febre alta. Ele cita dentre os efeitos físicos: batimentos cardíacos acelerados, aumento da temperatura corporal, desidratação, aumento da pressão arterial e perda de memória.
Já os comportamentais são: alta irritabilidade, paranóia, confusão, ansiedade, problemas com o sono, entre outros. Por isso, embora não seja uma droga que cause dependência, ele frisa que ela é muito perigosa e deve ser evitada.
Para os pais que perguntaram se é possível perceber se seus filhos fizeram uso do comprimido, o psiquiatra explica que o básico é prestar atenção.
Esperar o filho chegar em casa das festas e baladas, reparar na expressão para ver se está alterada, pupila dilatada, atitude inquieta. Se olharem com cuidado para os jovens, é possível sim perceber.