Ouvintes se mostram divididos sobre reserva de vagas no governo federal para negros
Mais um polêmico tema foi debatido no Programa Sem Segredo, no último sábado na Uirapuru. Entrou em vigor na semana passada a Lei que estipula a reserva de 20% dos cargos disputados em futuros concursos para servidores federais para negros.
A reserva de vagas valerá para concursos destinados à administração pública federal, a autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União, como Petrobras, Correios, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
O texto não estende as cotas ao Legislativo, Judiciário nem a órgãos públicos estaduais ou municipais. Ao responderem se a cota é justa ou injusta, os ouvintes se mostraram divididos durante a participação no programa.
Já o advogado e promotor público aposentado, Edgar Garcia externou sua opinião contrária a cotas para negros. Citou que a lei apresenta discrepâncias, pois define que os negros vão concorrer nos concursos públicos federais com as pessoas portadoras de deficiência.
O advogado Celestino Meneguine defendeu as cotas como estão sendo propostas. Disse que esse sistema oferece a população negra a oportunidade de mostrar seu grande potencial, o que historicamente é comprovado que foi algo que nunca ocorreu.