Sem Segredo: ouvintes acham que população deve se levantar contra aumento abusivo da energia elétrica
A Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica concedeu a RGE um aumento na tarifa de energia elétrica de 23%, percentual maior até do que o reivindicado pela própria empresa, que era de 20%.
O aumento foi repassado ao consumidor que já irá sentir os reflexos na próxima conta. Este é um dos poucos aumentos que afeta a todos, especialmente quem é mais pobre, mas também atinge o orçamento das empresas, indústrias, do comércio e dos serviços. Apesar disto, não se vê grandes manifestações contra o fato.
Ninguém foi para as ruas, como no caso do aumento da passagem de ônibus, que foi bem menos abusivo. Por isso, o Sem Segredo de sábado, pela Uirapuru, perguntou ao consumidor se ele deveria aceitar pacificamente o aumento ou deveria protestar?
Participaram no estúdio o professor e sindicalista, Guido Lucero e o advogado Marcos Mattos, dirigente da Acisa. Para Mattos, a indignação em relação ao aumento é geral, todos os setores irão sofrer com o reajuste. E o fato da Aneel ter concedido um aumento maior do que o solicitado, só contribui para que a população se revolte.
Já o sindicalista, registra que o aumento muito maior do que a inflação e do que o reajuste do salário mínimo é injusto e irá acabar impactando, de forma mais abrangente, na classe trabalhadora.
Quanto a protestar, ele registra que o povo já foi às ruas, que as manifestações do ano passado buscavam também tarifas mais justas. Ressaltando que a resposta para todas essas questões não estão nas urnas, mas sim nas ruas.
Os ouvintes, em sua maioria, se manifestaram contrários aos aumentos, frisando que a presidenta se aproveitou da Copa do Mundo, para autorizar o aumento na surdina. Muitos ainda afirmaram que essa é só a primeira medida tomada, para que se pague os custos com o mundial de futebol.
Aqueles que se posicionaram contrários a manifestações, registraram que nos governos anteriores esses aumentos eram mensais e que nos estados, hoje, onde a oposição governa os percentuais são ainda maiores.