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Polícia

Delegado afirma: soltura dos índios prejudicou toda investigação sobre a morte dos agricultores em Faxinalzinho

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Em entrevista para a Rádio Uirapuru na tarde desta segunda-feira (23), o Delegado Mario Luiz Vieira afirmou estar espantado e preocupado com a decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em que determinou a soltura dos cinco indígenas acusados de participar do brutal assassinato dos dois agricultores em Faxinalzinho.

 

O Delegado coordenou a grandiosa operação desencadeada no dia 09 de maio, onde resultou na prisão dos indígenas identificados como Deoclides de Paula, Celinho de Oliveira, Daniel Rodrigues Fortes, Nelson Reco de Oliveira e Ronildo de Paula.

 

O bando é acusado de ter executado na tarde do dia 29 de abril, os irmãos Anderson Souza, de 27 anos e Alcemar Souza, de 41 anos.

 

O crime ocorreu na estrada do Coxilhão, na localidade de Nossa Senhora Aparecida, interior daquele pequeno município.

 

Na tarde do último sábado (21) o juiz de plantão da Justiça Federal de Erechim cumpriu a determinação do STJ que havia sido assinada pelo ministro Rogério Schietti Cruz, liberando os indígenas que estavam recolhidos na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.

 

De acordo com os moradores de Faxinalzinho, na madrugada desse domingo (22) um intenso foguetório foi realizado no acampamento do Kandóia.

 

O Delegado ressaltou que as investigações continuam, porém as dificuldades aumentam devido os acusados serem lideres da comunidade indígena e possuem notória capacidade de influenciar os demais, ocultando provas e intimidando testemunhas durante o inquérito policial, sendo que este prossegue em segredo de justiça.

 

Informações são de que a qualquer momento possa ocorrer outro conflito entre os índios e os agricultores, devido os ânimos estarem ainda mais acirrados na região de Faxinalzinho.