Família Acolhedora traz proteção às crianças, mas precisa de mais voluntários no município
Instituído em Passo Fundo em outubro do ano passado, o programa Família Acolhedora ainda dá os primeiros passos no município. Executado através da Secretaria de Cidadania e Assistência Social, a iniciativa visa dar amparo a crianças e adolescentes, na faixa dos 0 aos 18 anos. São crianças que tiveram seus direitos ameaçados ou violados, vítimas de violência sexual, física, psicológica, negligência, abandono e que, por determinação judicial, são afastados da família de origem e abrigados em residências de famílias cadastradas.
De acordo com o secretário da SEMCAS, Saul Spinelli, é desenvolvido um trabalho com a família voluntária para que faça acompanhamento, orientação e apoio à adaptação e convivência da criança ou adolescente neste período provisório de acolhimento, que pode chegar a até 2 anos.
Para isso, é disponibilizada uma ajuda de custo de um salário mínimo por mês. Spinelli enfatiza que com a parceria entre SEMCAS, Ministério Público e Poder Judiciário, as crianças que estão sob a guarda do município são cadastradas e passando por avaliações até que seja decidido pelo acolhimento.
O mesmo ocorre com as famílias que desejam participar do programa. O secretário revela que até o momento existem 4 crianças encaixadas no perfil para o acolhimento e duas famílias aptas e que a inserção de novos casais é sempre bem vinda.
A família acolhedora tem a responsabilidade e assume todos os direitos e deveres legais, além de contar com o apoio da equipe técnica do serviço durante o tempo previsto para o acolhimento.
Saul Spinelli diz que a meta é fazer com que a criança possa retornar a sua família de origem, mas que se isso não for possível, que então permaneça o maior tempo possível em um ambiente familiar e fora das casas que são mantidas pela prefeitura até que esteja preparada para a adoção definitiva.