Ouvintes apontam: na hora do voto é preciso conhecer os candidatos e não votar em qualquer um
No próximo dia 5 de outubro se realizam as eleições para presidente, governador, deputados federal e estadual e para senador. Por isso, o momento é de pensar e refletir no melhor candidato. Afinal eles serão os representantes dos passo-fundenses e dos brasileiros pelos próximos quatro anos. E neste sentido, o eleitor tem em suas mãos, o voto, um importante instrumento de mudança política e social. Por isso nesta hora é fundamental discutir alguns questionamentos.
Que tipo de candidato escolher? Uns dizem que o escolhido tem que ser a cara do povo, simples e humilde. Outros dizem que não, mesmo sendo pobre e com pouco estudo, deve-se escolher um candidato estudado, conhecedor da realidade do país, de modo a contribuir com alguma melhoria da sociedade.
Neste sentido o programa da Uirapuru, Sem Segredo, discutiu o tema abordando quem é mais importante, o partido ou o candidato e ainda, deve-se votar em candidatos locais ou depois de eleitos todos representam a sociedade? No estúdio estiveram presentes o professor Fernando Scortegagna e o jornalista Maurício Paim. O jornalista afirma que os brasileiros, hoje, não sabem votar. Não procuram conhecer os candidatos que elegem.
É preciso que os brasileiros tomem para si a responsabilidade do voto, assumam que são eles quem formam a política no país. Acredita no voto partidário, mas percebe que hoje, a fragilidade das siglas e as muitas alianças desacreditam o sistema. Aposta em uma reforma política na solução. E como receita, para o voto, indica que os eleitores conheçam os candidatos, busquem informações.
Já para o professor, a política tem haver com o exercício de poder e requer conhecimento e uma vocação. Não exige, essencialmente, curso universitário. Não sendo para ele o caminho democrático para a boa política estipular um nível acadêmico. O bom cidadão, será um bom político e o mesmo ocorre no inverso, um mau cidadão, certamente não será um bom político.
Reforçando que os exemplos de honestidade e desonestidade vêm de casa. Todos são políticos, cidadão que não se manifesta é sinônimo de político conservador que não quer mudança. Criar mecanismos de qualificação pode ser uma saída, para atual situação. E mais importante que isso procurar candidatos descentes, pessoas de bem.
Para maioria dos eleitores o problema maior apontado não é a formação acadêmica dos candidatos, mas sim a má qualidade dos políticos de hoje. Segundo registraram, a dúvida na hora do voto é muito grande. No que se refere aos partidos e candidatos, os ouvintes frisam que é melhor conhecer o candidato, sua índole, do que votar em partido.
O ideal, declaram, é que eles tivessem uma formação em administração pública e ficha limpa. Muitos também afirmaram que as pessoas não levam o voto a sério, votando em qualquer um. Sobre o que se refere a eleger candidatos daqui ou de outras localidades, ambos os entrevistados afirmaram que é necessário que os partidos cheguem a um consenso e reduzam o número de nomes. Além disso, a redução de partidos também foi indicada como forma de qualificar o processo eleitoral.