Mercado imobiliário de Passo Fundo passa por um período de retração
Após um crescimento vertiginoso o mercado imobiliário de Passo Fundo, um dos principais setores responsáveis pelo desenvolvimento da cidade, vive uma desaceleração. De acordo com Luiz Antônio Giacomini vice-presidente Incorporador, do Sinduscon, o mercado estava aquecido demais e agora passa por um período de retração.
Ele explica que sempre após o excesso, vem o recesso. Cita como exemplo uma obra executada por sua empresa, composta por duas torres, onde a previsão era de que cada uma levasse cerca de dois anos para vender suas unidades. Na primeira, ano passado, as vendas ocorreram em menos de um ano.
Já a segunda segue no ritmo previsto inicialmente. O que ocorre, na opinião do vice-presidente, é que o mercado está mais sério, e antes havia muita empolgação. Lembra que essa mudança não significa que as vendas estejam em queda, pois conforme revela, muitos imóveis estão sendo construídos e outros tantos serão lançados em breve. No passado houve um “boom” na construção de apartamentos pequenos e quitinetes. Investidores incentivaram o setor, e muitos tiveram bons lucros.
Mas hoje o mercado está abastecido e estas unidades estão tendo uma saída menor e a preferência atualmente é por apartamentos de dois e três quartos. Sobre o custo dos imóveis na cidade, Giacomini concorda que realmente, eles são mais caros devido a mão de obra e os materiais de construção. Cita como exemplo a areia, que vem de fora o que acaba onerando ainda mais.
Uma solução apontada para formar mão-de-obra e baratear o custo seria a utilização de menores aprendizes. Só que pela Constituição de 1988, essa contratação foi vetada por considerar o ambiente de obra insalubre. O que segundo ele, nas obras modernas de hoje, não ocorre mais.