Metodistas enfrentam a igreja e a Justiça e protestam há mais de 15 anos no centro de Passo Fundo
Há 15 anos, em Passo Fundo, um grupo de cristãos metodistas enfrenta uma luta contra a própria igreja, movidos pela contrariedade a algumas doutrinas defendidas por ela. Liderado por Carlos Alberto Goulart, o movimento iniciou quando uma pastora foi nomeada para trabalhar na capela Santa Marta, congregação da Igreja Metodista frequentada pelo grupo, por serem contra a pregação feita por mulheres.
A congregação foi fechada e o grupo migrou para a igreja central, onde passou a contestar outras doutrinas de costume dos metodistas. De acordo com Carlos Alberto, a ideia era adequar a forma de atuação da igreja conforme a bíblia.
Dentro da Igreja, os questionamentos do grupo continuaram. Um pedido de reconciliação foi feito pelo pastor da instituição, porém negado pelo líder do grupo. Excluído pela Assembleia, Goulart manteve o movimento na porta da Igreja. Uma ação judicial, movida pela Igreja, obriga o grupo a manter uma distância mínima de 100 metros.
Para Carlos Alberto, foi uma violação de direitos por parte da justiça. Por isso, atualmente, o movimento está mais voltado contra o Fórum e o Ministério Público, do que com a própria Igreja.
Desde então, faça chuva ou faça sol, eles que foram impedidos pela Justiça de protestar na frente do templo, vão até a esquina das ruas General Neto e Avenida Brasil, todos os domingos e realizam suas manifestações. Muitos começaram acompanhado os pais e hoje, adultos, continuam defendendo suas convicções.