Nova Corregedora do Conselho Nacional da Justiça é da região de Passo Fundo
A ministra Fátima Nancy Andrighi, 61 de idade, nascida em Soledade/RS, promete agir no Conselho Nacional de Justiça como um “bom pai de família”, punindo com severidade os maus juízes mas fazendo isso “no recesso do lar”.
Primeira corregedora oriunda da Justiça estadual, a gaúcha de Soledade – que foi servidora do cartório da 7ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre (1970/1974) – e depois juíza de Direito da Justiça gaúcha (1976/1980) – fazendo carreira, a seguir, na Justiça de Brasília (1980/1999) – ela comunga as ideias do presidente em exercício do CNJ, ministro Ricardo Lewandowski. Eles consideram que a prioridade do órgão deve ser a melhoria da prestação de serviços e não a fiscalização e o combate à corrupção.
Uma das prioridades da nova corregedora é “escoimar a magistratura brasileira”. Ela está convencida de que o percentual de processos disciplinares “não é significativo, comparado ao número de juízes”.
Verbo não muito usado no dia a dia brasileiro, ´escoimar´ significa “livrar(-se) de impurezas, imperfeições e defeitos“, sendo sinônimo de depurar, expurgar.
Quando, em 2011, a ministra Eliana Calmon revelou a existência de “bandidos de toga” na Justiça brasileira, ela estimou que eles seriam aproximadamente 1% da magistratura do país, formada por aproximadamente 16 mil juízes e desembargadores. Os “bandidos” seriam, assim, cerca de 160. Desde então, até hoje, 64 magistrados foram punidos (?) com a aposentadoria compulsória.
Agora, Fátima Andrighi quer reforçar as corregedorias dos tribunais, exigindo pessoalmente que julguem os processos no tempo certo, para evitar punições antecipadas e permitir o conhecimento, em tempo razoável, da absolvição ou da condenação.