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Geral

Dal Agnol se apresenta à Justiça no mês de junho

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O advogado Maurício Dal Agnol, apontado pela Polícia Federal como líder de uma quadrilha que teria  desviado mais de R$ 100 milhões de clientes em ações ganhas na justiça de empresa de telefonia, se apresentou no final da tarde de 18 de junho, ao juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo. Ele se apresentou 13 dias antes do encerramento do prazo de salvo-conduto concedido pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado.

 

 

Maurício Dal Agnol chegou ao Fórum às 17h45m numa caminhonete Land Rover acompanhado por advogados e seguranças entrando rapidamente no prédio.

 

Ele se dirigiu a 3ª Vara Criminal, no terceiro andar do prédio, de onde os jornalistas, que o esperavam desde o início do expediente, haviam sido afastados pelos seguranças do Fórum por ordem da juíza. Sem a presença da imprensa, ele entrou e entregou o passaporte como havia sido determinado pelo Tribunal de Justiça.

 

Além disso, o advogado foi informado das outras condições cautelares impostas pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado, quando do deferimento da suspensão da ordem de prisão preventiva e da concessão do salvo-conduto de 30 dias para que se apresentasse em juízo.

 

 

O cumprimento das formalidades de apresentação de Dal Agnol durou pouco mais de 30 minutos. Assim que à Rádio Uirapuru começou a noticiar que o advogado havia se apresentado, motoristas que passavam pela rua em frente e nos fundos do Fórum promoveram um  buzinaço de protesto e um grande número de populares se concentraram nas duas saídas do prédio. Na saída, o advogado teve que passar pelo meio de populares, que aos gritos de “ladrão, ladrão” exigiam justiça.

 

Protegido pelos seguranças, ele embarcou na Land Rover saindo rapidamente com o semblante fechado e sem responder perguntas feitas por jornalistas. Ele estava sumido de Passo Fundo desde o dia 21 de abril, quando a Polícia Federal desbaratou, durante a Operação Carmelina, a quadrilha formada por advogados e contadores que teria lesado mais de 30 mil clientes no Rio Grande do Sul.

 

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha liderada por Dal Agnol se apropriava indebitamente de valores ganhos por clientes em ações contra a Brasil Telecom. A quadrilha não repassada os valores ou pagava quantia inferior ao que havia sido determinado pela justiça. O delegado federal Mário Luiz Vieira, que comandou a investigação, estima que mais de 30 mil clientes foram lesados.

 

O nome da operação Carmelina é uma referência a uma das clientes do advogado, que não recebeu o dinheiro da ação a que tinha direito e morreu de câncer.    

 

Confira  vídeos e galeria fotos : Polícia Federal prende Maurício Dal Agnol em Passo Fundo