Beto declara na Uirapuru não ter condição moral de votar em Dilma após campanha mentirosa promovida contra ele e Marina
O deputado Beto Albuquerque, que concorreu à vice- presidente na chapa com Marina Silva, analisou na Uirapuru o desempenho do PSB e dos partidos aliados na disputa presidencial. Registrou que foi uma vitória chegar em condições de brigar pela disputa do segundo turno contra duas candidaturas, com muito dinheiro, com mais tempo na propaganda eleitoral e que estavam estabelecidas há mais tempo.
Beto foi alçado à condição de vice após o trágico acidente com Eduardo Campos, que era o candidato a presidente, tendo Marina como vice. Com a mudança drástica do rumo da campanha, tomou a decisão de honrar o PSB e honrar seu amigo Campos, aceitando entrar na chapa majoritária e abrindo mão da disputa a uma vaga no Senado federal.
Avaliou que apesar da derrota a campanha foi uma experiência maravilhosa, pois seguiram o objetivo de fazer um debate justo e propositivo sobre temas importantes para o país.
Beto Albuquerque se mostrou, ainda, muito irritado com o que chamou de campanha caluniosa e mentirosa que a candidatura da Dilma Rousseff promoveu contra ele e Marina Silva.
Desta forma, disse que não tem condição moral de votar na atual presidente em razão de todas as agressões proferidas, inclusive da própria voz da Dilma, no primeiro turno. Segundo ele, o PT que optou por esse caminho vai colher o resultado disso. Questionado sobre as poucas aparições durante o horário eleitoral, Beto respondeu que isso ocorreu devido ao tempo reduzido que a coligação tinha para mostrar suas ideias e defender-se dos ataques dos adversários.
Destacou que com apenas 2 minutos, optou-se por priorizar a candidata a presidente e que essa estratégia seria diferente no segundo turno, quando os candidatos têm o mesmo tempo de propaganda.
Sobre o futuro disse que o apoio a Sartori para o governo estadual está consolidado e que a certeza da vitória é cada vez maior, projetando uma mudança nos rumos do Rio Grande do Sul. Beto Albuquerque deixará a Câmara dos Deputados após 16 anos de mandato parlamentar e disse que não sai derrotado das urnas.