Interações medicamentosas podem diminuir eficácia no tratamento contra o câncer de mama
O Rio Grande do Sul é o segundo estado do Brasil com maior incidência de casos de câncer de mama na população feminina. As gaúchas superam a média nacional, com 81 casos para cada 100 mil habitantes, a maioria deles com medicamentos para o tratamento oferecidos através do SUS.
Além dos efeitos na saúde das pacientes, o câncer de mama afeta também a autoestima de mulheres diagnosticadas com a doença, ocasionando quadros de depressão entre as pacientes.
Por isso, é comum a interação entre os medicamentos utilizados no tratamento do câncer e outros para a diminuição de sintomas paralelos ou tratamento da depressão. Um estudo realizado pelo Programa de Residência Multiprofissional em Farmácia do Hospital da Cidade revela que a interação entre esses medicamentos pode prejudicar o tratamento do câncer de mama.
O trabalho foi apresentado durante o 2º Congresso Multidisciplinar em Oncologia, promovido pelo Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus (ICMD), onde recebeu principal premiação na área de Farmácia.