Advogado da família da mãe do menino Bernardo afirma: houve falha em concluir que ela cometeu suicídio
Um novo capítulo no caso envolvendo a morte do menino Bernardo Boldrini teve desfecho ontem. O advogado Marlon Taborda pediu à Justiça a reabertura da investigação da morte da mãe do menino, Odilaine Uglione, com base em análise da perícia feita por peritos particulares contratados pela família.
O advogado justificou a ação com base no apontamento de que seria impossível atribuir suicídio à Odilaine, por diversos fatores. Questões como trajetória da bala, ausência de pólvora na mão esquerda e a constatação de que o tiro não foi encostado, mas sim à queima roupa, são pontos que intrigam especialistas.
O advogado quer provar á justiça que definir a morte de Odilaine como suicídio foi um engano e que ela foi morta por Leandro, pai de Bernardo. Ele explicou, ainda, que a avó de Bernardo sempre teve a certeza de que a filha não se matou, sendo que a morte de Bernardo reacendeu nela o desejo de tentar encontrar provas disso.
Taborda registra que, após inúmeras provas cientificas, ele não tem duvida de que Odilaine foi morta. Para o advogado os órgãos envolvidos na investigação da época devem esquecer o orgulho e assumirem que erraram.
A Justiça deve decidir em 30 dias se aceita ou rejeita o novo pedido para reabrir o caso. A perícia foi encomendada pela família a uma empresa conceituada e experiente, do Estado de São Paulo.