Governadores que não fizeram um bom governo não devem ter uma segunda chance afirmam ouvintes
Após as últimas eleições onde foram eleitos deputados, senadores, governadores e presidente da república, uma tradição foi mantida no Rio Grande do Sul. Desde 1998, quando foi instituída a possibilidade da reeleição, ninguém conseguiu ser reconduzido ao cargo de governador. O que motiva essa prática, será que o atual governador, Tarso Genro e todos os demais que o antecederam não foram bons governantes, ao ponto de serem substituídos já na eleição seguinte? Ou o eleitorado gaúcho é que tem sido exigente demais?
Esse foi o assunto do programa “Sem Segredo” de sábado. Para debater o tema participando no estúdio, estiveram o sociólogo e professor universitário, Jandir Pauli e o advogado e ex-vereador, Alberto Poltronieri. Para o professor, historicamente, os gaúchos são partidários da dualidade. Desde a escolha dos times de futebol, até a opinião política. Por isso preferem a troca de comando, deixando de reeleger seus governantes. Além disso, Pauli ressalta a falta de comunicação dos últimos governos no estado.
Já o advogado e ex-vereador, Poltronieri, pensa que a política no Estado, sempre foi feita a maneira antiga, como se fosse uma guerra, um contra o outro. Por isso a dificuldade de quem já votou em um candidato, votar em outro. Outro fator aventado por ele é o fato de, num geral, os planos e promessas dos candidatos que querem fazer serem frustrados, devido aos problemas econômicos. Afirmando ser contra as reeleições, devido ao uso da máquina pública pelos candidatos e favorável ao mandato de cinco anos, compreende a reação dos gaúchos.
Ele criticou a falta de investimentos em setores essenciais, como o rodoviário. E ainda a impossibilidade de governar com a atual dívida do Rio Grande do Sul com a União, exaltando a necessidade de uma urgente Reforma Política.
A grande maioria dos ouvintes se mostrou contrária a reeleição. Segundo registram a alternância é positiva e traz vigor ao governo. Sem contar que, para eles, quem não faz uma boa gestão não pode ser reconduzido ao cargo.
Os ouvintes que se mostraram a favor das eleições, registraram que quatro anos é muito pouco para resgatar a economia do Estado e realizar as propostas de campanha.