Nudez como forma de protesto: feministas afirmam que corpo da mulher não pode ser fetiche
Aconteceu no último sábado (1°), a III Marcha das Vadias de Passo Fundo. A marcha de protesto, organizada pelo Coletivo Feminista Maria Vem com as Outras, pautava a violência contra a mulher, seja moral ou sexual.
Discutiu-se ainda assuntos como aborto, desigualdade salarial, estupro e o fato de Passo Fundo liderar o ranking no estado como cidade com maior número de registros de violência contra a mulher no Estado. Os dados apontam que mais de 40% dos casos de agressões, verbais ou físicas, acontecem na rua, enquanto o restante acontece dentro do lar, tendo familiares próximos como autores.
Conforme Thainá Battesini Teixeira, integrante do Coletivo e estudante e pesquisadora no Curso de História da UPF, é importante entender que machismo é a crença de que os homens são superiores, enquanto o feminismo propõe igualdade entre os sexos.
Sobre as manifestantes que mostravam os seios durante a marcha, a estudante pontuou que esse ato serve para destruir o fetiche de que o corpo da mulher serve apenas para proporcionar prazer, o transformando em instrumento político.
Lembra que a nudez tem um caráter de contestação, sendo que a mulher mostra o seio tendo consciência de sua nudez, indo muito além da visibilidade. Pontua, ainda, a importância dos homens verem isso como questão política e não sexual.