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Polícia

Supremo nega pedido de prisão domiciliar ao advogado DalAgnol

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O advogado passo-fundense Maurício Dal Agnol, preso no dia 22 de setembro ao tentar fugir da cidade teve duas solicitações negadas pela Justiça nos últimos dias. 

 

A primeira solicitação feita pelo advogado, que é acusado de lesar mais de 30 mil pessoas, é a de ocupar uma cela especial ou caso isso não seja possível, o direito à prisão domiciliar.

 

O advogado Thiago Newert apontou que ao profissional da advocacia é de direito ficar custodiado apenas em Sala de Estado-Maior (sala ocupada por PMs), com instalações condignas, sendo que na falta dessa, o advogado poderia contar com prisão domiciliar. 

 

O ministro do STF Marco Aurélio Mello negou o pedido de liminar. Ele alegou que DalAgnol está com a carteira da OAB suspensa, não podendo advogar e, consequentemente, não podendo usufruir dos benefícios da mesma temporariamente.

 

O direito a amplo acesso aos processos, outra requisição de seu defensor, foi concedido pelo ministro.

 

O advogado Thiago Newert requisitou, ainda, a liberdade provisória de seu cliente alegando que o mesmo possui problemas de saúde, além de ter a imagem e a dignidade abalados “em ação cinematográfica da Polícia Federal, que envolveu o uso de algemas e armas de grosso calibre”.

 

Vídeos e imagens do momento da prisão foram enviados pelo advogado do réu para o STF, alegando que  a Súmula Vinculante 11, do próprio STF, foi descumprida, que diz:

 

— Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito.

 

O ministro Marco Aurélio Mello desconsiderou as alegações para o pedido de liberdade alegando que as investigações apontam que o advogado acusado tinha PMs da ativa na sua segurança, sendo necessária uma abordagem rigorosa, feita pela Polícia.