Reajuste de 16% para mínimo regional irá resultar em demissões, afirma especialista
O governador Tarso Genro enviou à Assembleia Legislativa esta semana, em regime de urgência, o projeto de lei que fixa em 16% o percentual de aumento do salário mínimo regional. O presidente da Assembleia, Gilmar Sossela, garante que o Legislativo fará o possível para aprovar o texto ainda este ano, mas lembra que restam poucas sessões até o fim de 2014.
Caso seja aprovado, os trabalhadores na agricultura, empregados domésticos e outras categorias vinculadas à primeira faixa do salário mínimo regional e que não tenham convenção coletiva definida, passarão a receber R$ 1.006,88 a partir de 1º primeiro de janeiro. O valor mais alto será o da quinta faixa: R$ 1.276. Atualmente, o benefício tem cinco faixas salariais.
O alto índice de reajuste surpreendeu o empresariado gaúcho, sendo que é muito superior até mesmo a alta da inflação, que chega a cerca de 6% ao mês. Se definido o aumento, muitos empregadores terão dificuldade de pagar o novo salário, tendo em muitos casos que repassar esses valores aos produtos e serviços oferecidos. Para o presidente do Sindicato dos Técnicos em Contabilidade e Contadores de Passo Fundo, Edson Salvador, o reajuste irá impactar em redução de postos de trabalho.
O novo piso, se de fato aprovado, de acordo com o contador deverá apresentar reflexo durante todo o ano de 2015. Gerando um desequilíbrio entre a receita e os gastos dos empresários. Tudo isso em um Estado que não tem previsão de grandes investimentos e que tem visto o valor do seu Produto Interno Bruto (PIB) recuar nos últimos meses.