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Geral

Passo-fundenses concordam com rigor na Lei Antifumo mas não acreditam na fiscalização

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Entraram em vigor, neste mês, as novas regras antifumo que proíbem fumar em locais fechados, além de determinar o fim da propaganda de cigarros. Elas também extinguem os fumódromos. Para o fumante a lei não prevê penalidades apenas aos estabelecimentos que descumprirem a legislação. Em varandas de restaurante com toldo, por exemplo, não será permitido o fumo, bem como na área coberta de paradas de ônibus.

 

Quem não fuma comemora, pois de acordo com dados do Ministério da Saúde os fumantes passivos têm 30% a mais de chance de ter complicações respiratórias. Por outro lado quem fuma se sente invadido na sua privacidade. Além disto, a lei se realmente for fiscalizada, colocará o fumante numa situação de constrangimento o obrigando a fumar somente em casa. Por isso, o Sem Segredo, deste sábado, discutiu o tema polêmico.

 

No estúdio participaram do programa o bancário, Setembrino Dalbosco e o advogado, Osmar Teixeira. Para o jurista, a lei não proíbe o fumo, mas sim amplia o direito dos não fumantes. Citando exemplo de outros países, onde leis semelhantes já existem, ressaltou que a lei deve atuar no intuito de moderar o fumo e não proibir.

 

Ressaltando que talvez existissem hoje prioridades maiores a ser investidas no País. Já Dalbosco, fumante desde a adolescência, explica que atualmente se criou um ódio aos fumantes. Frisando que respeita os direitos de quem não fuma e que não incentiva a prática, mas registra que irá continuar a fumar, mesmo se sentido, muitas vezes constrangidos. Revelando que uma medida mais útil seria aumentar o imposto sobre produto.

 

A maioria dos ouvintes se mostrou a favor da lei, para eles ela é uma forma de coibir o fumo, diminuindo o número de fumantes e ainda, melhora a qualidade de vida de quem não fuma e não terá que conviver com a fumaça.

 

Já os que se mostraram contrários, como fumantes, se disseram constrangidos e muitas vezes, ofendidos por não fumantes. Afirmando que a nova lei irá contribuir com o aumento da discriminação.

 

Alguns também registraram que a lei é positiva, mas que provavelmente a falta de fiscalização irá inviabilizar o seu cumprimento.