Falência da seguradora Confiança prejudica milhares de clientes e prestadores de serviço
Uma das mais antigas companhias de seguro do Brasil, a Confiança Seguradora, criada em 1872, teve sua liquidação extrajudicial decretada pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), prejudicando mais de 100 mil clientes.
O órgão regulador do mercado de seguros publicou a decisão em 18 de dezembro de 2014. A seguradora vinha enfrentando dificuldades e buscando soluções desde o início do ano passado.
Matéria publicada pela Uirapuru em maio, já alertava sobre os constantes atrasos nos pagamentos de apólices e a prestadores de serviços contratados pela companhia.
A GBOEX, controlador da Confiança, chegou a injetar capital, contratar uma nova equipe de gestores e a vender imóveis para pagar indenizações e comissões de corretores que estavam em atraso, bem como impostos e fornecedores.
Mas foi insuficiente. Em outubro, a Susep decretou a direção fiscal na seguradora e praticamente dois meses depois decidiu pela liquidação. O vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros (SINCOR-RS), Celso Marini, explica que a companhia deixa de existir e que os clientes que ainda tinham algum contrato estão descobertos e não tem direito a receber valores devidos.
Revela que essa situação vinha sendo alertada pelo sindicato há alguns meses e que a quebra da Confiança era praticamente irreversível. Segundo Marini, muitos clientes seguiram a orientação da entidade e migraram para outra empresa, evitando o prejuízo.
O vice presidente alerta que existe outra companhia de seguros que está indo pelo mesmo caminho. A Mutual Seguros já entrou em regime fiscal, que é último passo antes da liquidação. Marini orienta os clientes a buscarem empresas com credibilidade no mercado e com saúde financeira estável antes de decidir pela contratação de um plano de seguro.