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Economia

Consumidor será o maior prejudicado com volta da cobrança da CPMF diz economista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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As opiniões são divergentes entre os ministros e empresários a respeito da possível retomada na cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Enquanto os empresários são unânimes na contrariedade, os responsáveis pelos ministérios dividem posicionamentos em relação à cobrança.

 

O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, por exemplo, considera a possível volta do imposto um “grande retrocesso”.

 

Já seu colega da pasta da Saúde, Arthur Chioro, defende a volta do diálogo em torno da criação do pagamento e considera que a arrecadação é uma garantia de sustentabilidade econômica.

 

Conhecido como Imposto do Cheque, a CPMF é um tributo cobrado automaticamente em cada transação de valores nas agências bancárias, utilizado inicialmente para a área da saúde, e que foi extinto em 2007. A proposta de retomar a cobrança foi posta em discussão por governadores recém-eleitos, ainda no final do ano passado.

 

De acordo com o economista Julcemar Zilli, o retorno da cobrança é uma estratégia do governo para controlar a inflação. Conforme explica, com a redução na quantidade de dinheiro em circulação, o consumidor gasta menos e os preços têm aquecimento menor, medida que deve frear o processo inflacionário. Para ele, é uma boa alternativa, se levada em consideração a atual situação econômica do país. Por outro lado, reitera que o consumidor será o principal prejudicado.