Ataque terrorista gera onda de defesa à liberdade de expressão e leva milhares de pessoas às ruas
Os 12 mortos no ataque à redação do jornal “Charlie Hebdo”, ocorrido na última quarta-feira (7), em Paris, continua a chocar o mundo. Entre as vítimas estavam dois policiais e quatro renomados cartunistas.
Mais de quatro milhões de pessoas foram às ruas, para protestar contra o ato e também contra a censura e a favor da liberdade de expressão. Cerca de 50 chefes de estado se manifestaram, apoiando a França e repudiando o ataque terrorista e o radicalismo. A tragédia que marcou os franceses, por outro lado, está mostrando que o mundo não vai se calar e que a crença na liberdade continua firme, especialmente, no país que teve um de seus mais tradicionais veículos de comunicação, duramente, massacrado.
Para o empresário de Passo Fundo, Renato Miranda, que morou na França, os ideais da bandeira francesa: liberdade, igualdade e fraternidade, continuam vivos, agora mais do que nunca. Ele registra que a França sempre recebeu muitos imigrantes, mas que nos últimos tempos, tem havido uma dificuldade de integração entre os estrangeiros e os franceses. O que acabou por criar “guetos”, em que estrangeiros de determinados países ou religiões, acabaram por criar cidades fechadas, dentro de Paris. E que isso acabou gerando zonas de conflito.
No entanto, embora cruel e violento, esse ato terrorista fez com que a liberdade de expressão fosse reestabelecida como preceito da cultura francesa e que os jornalistas mortos se tornassem exemplo de que a França e o mundo não irá se curvar ao radicalismo.