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Saúde

Não existe nível seguro de consumo de álcool afirma especialista: apenas uma dose pode ser um risco

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Esteve participando do programa “Emoção e Afeto, Comportamento”, nesta semana na Rádio Uirapuru, o cirurgião chefe da Equipe de Transplante Hepático do HSVP, Dr. Paulo Reichert. Conversando com o psiquiatra Érico Hecktheuer ele falou sobre a permissividade do consumo de álcool no Brasil. Registrando que enquanto o combate ao tabagismo avança, a lentos passos, no que se refere ao combate do uso de álcool, o Brasil está levando uma goleada.

 

Ele informa que em outros países as regras de consumo são mais rígidas e a propaganda é, estritamente, proibida. Lembrando que a sociedade e até mesmo as famílias brasileiras são complacentes quando o assunto é o álcool. Revelando uma questão cultural, que alia o uso da droga a prazer e bem estar, a relaxamento. No entanto o médico frisa que os efeitos do consumo de álcool, são nocivos. A curto prazo são conhecidos como ressacas, cansaço, má aparência. Já a longo prazo, a ingestão da substância está associada a várias condições, entre elas o câncer da mama, câncer oral, doenças cardíacas, derrames e cirrose hepática, entre outras. Ele cita, ainda, depressão, aumento da violência e mortes no trânsito.

 

Ressaltando que estudos apontam que em países onde o rigor com o consumo é maior, os índices de violência são menores. Por isso ele afirma não haver nível seguro para a ingestão de álcool e quando ele fala em álcool não se refere somente a destilados ou vinhos, mas também a cervejinha que acompanha muitos brasileiros. Explicando que o consumo do álcool não escolhe classe social, cor ou credo e que até mesmo os idosos têm sofrido com o mal.

 

Encerrando ele diz que o uso acima da tolerância, que seria cerca de duas cervejas por dia, podem em cinco anos apresentar risco para que a pessoa desenvolva cirrose hepática e por 10 anos a certeza.