Atos bárbaros cometidos em nome do Islã têm origem na falta de acesso ao conhecimento afirma jurista
Chocou o mundo as imagens dos terroristas do Estado Islâmico que anunciaram o assassinato do piloto jordaniano que mantinham refém desde dezembro. O vídeo divulgado pelos terroristas mostra Moaz al-Kasasbeh, de 26 anos, ser queimado vivo.
A brutalidade do ato, provocou a revolta mundial e levou muitos a refletirem sobre o que leva um movimento a cometer um crime bárbaro como esse em nome da religião.
Para o advogado Osmar Teixeira, desde os primórdios a maldade humana não tem limites, no entanto hoje, ganha força por ser propagada, de forma imediata, pela mídia e redes sociais. Revelando o caráter de um grupo radical e que traz uma reflexão de até que ponto deve se dialogar com quem age desta forma.
Para Osmar Teixeira, o fato de essa parte do mundo não estar inserida na caminhada de desenvolvimento vivida pelo Ocidente, os exclui desse processo e pode provocar este tipo de reação, pela ignorância e falta de acesso a Educação, Saúde e Segurança.
Para combater esse radicalismo, o jurista acredita que o próprio movimento islâmico terá que tomar decisões internas. Frisando que guerras étnicas sempre existiram e que desde que os estados aglutinaram diversas etnias os conflitos têm sido uma constante. Principalmente no Oriente, que diferente do Ocidente que possui um estado laico, ainda mantém um estado religioso inserido no sistema político.