Jovens têm o direito de se divertir, mas sem excessos e baderna afirmam passo-fundenses
Início de ano, férias e verão são fatores que levam os jovens para as ruas, para aproveitar o tempo disponível. Porém, esta movimentação sempre gera polêmica quanto aos locais utilizados para as reuniões, com festa e música. Muitos moradores dos locais, tradicionalmente, frequentados por jovens, como a Rua Independência e a Rua Morom, reclamam da falta de limites dos mesmos, que abusam do som alto durante a madrugada e ainda deixam um rastro de lixo por onde passam.
O assunto foi debatido no programa Sem Segredo, do último sábado, que teve como convidados o vice-presidente da Associação Mais Morom, Eli Felipe, e o estudante Luis Guilherme Fagundes. Nas proximidades do Ginásio Teixeirinha está proibido à reunião de jovens, assim como na Roselândia e agora tem uma campanha para tirá-los do bairro Cidade Nova, onde ainda existem poucas moradias.
Uma das sugestões é que seja liberado o Parque da Efrica, para lá se esbaldarem sem incomodar moradores. Para Luis Guilherme, tirar os jovens do Centro nada mais é do que uma faxina social, uma vez que os jovens que geram as reclamações são, em sua maioria, de baixo poder aquisitivo e não possuem condições de frequentar casas noturnas, devido o alto valor tanto de ingresso quanto de bebidas.
Além disso, lembrou que locais como esse exigem transporte de carro, tornando a probabilidade de acidentes muito maior. Para o vice-presidente da Associação Mais Morom, Eli Felipe, o que incomoda os moradores é a baderna gerada pela falta de limites de alguns frequentadores desses pontos de encontro. Muitos amanhecem com o som em volume altíssimo, perturbando todos os moradores dos arredores. Porém, Eli afirma que muitos desses jovens estão se conscientizando e espera que em pouco tempo os mesmos se divirtam sem perturbar.
O vice-presidente da Mais Morom afirmou que muito desses limites, que tanto se cobram dos jovens, devem vir de casa e apela aos pais que façam a sua parte. Para a maioria dos ouvintes, o grande problema não é a maneira escolhida pelos jovens para se divertir, se reunindo em pontos centrais. Conforme eles, a falta de limites seja com o som alto, dirigindo embriagado ou praticando atos de libertinagem em locais públicos é que pesa.
Tanto para os participantes do programa como para os ouvintes, é necessário pensar em estrutura que ofereça lazer e cultura para os jovens, que não contam com nenhum espaço no momento. Sobre o lixo gerado na rua que acumula garrafas de bebidas, copos e sacos de gelo, sugeriu-se que os estabelecimentos que comercializam esses produtos façam a limpeza em frente ao local de venda, além da conscientização por parte dos jovens, através da educação.
Para reduzir o número de acidentes e imprudência no trânsito, ao dirigirem alcoolizados, foi sugerido, ainda, um transporte coletivo noturno, o popular Corujão. Em diversas cidades do país o transporte é oferecido durante a madrugada, numa tentativa de afastar os jovens da direção.