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Geral

Crise energética: empresários admitem situação dramática, impacto na economia e corte de empregos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A indústria brasileira vive um momento de extrema preocupação por conta da confirmação de um aumento no custo médio da energia elétrica para os próximos meses. No Rio Grande do Sul estima-se que o percentual de reajuste supere os 40%, podendo atingir até 65%.

 

De acordo com o vice-presidente de logística e infraestrutura da FEDERASUL, Paulo Wenzel, essa realidade, fatalmente, irá impactar de forma negativa em toda a economia. Segundo ele, por trabalhar com margem de lucro muito reduzida, a indústria brasileira perderá competitividade em se tratando do mercado internacional.

 

Paulo Wenzel evita falar em caos, mas admite que internamente o Brasil sofrerá um grande baque na sua economia por conta da situação atual. De acordo com dados fornecidos pelo vice-presidente, a reserva de água nos reservatórios brasileiros é suficiente para a geração de energia por menos de 1 mês. Alerta que se chegar ao ponto, quase inevitável, de racionamento, haverá demissões, reajuste de preços, aumento na inflação.

 

Outro dado importante fornecido pela entidade é que o Rio Grande do Sul é complemente dependente de fontes externas de energia, pois gera apenas 30% do que é consumido. Os outros 70% são comprados das mais variadas regiões do país.  Paulo Wenzel diz que os consumidores podem ajudar o País a amenizar os efeitos dessa crise economizando e usando racionalmente a energia e a água.

 

Especialistas apontam a falta de chuva em vários estados, o uso das usinas termelétricas (que utilizam diesel e carvão) na geração de energia, a redução irresponsável da conta de luz,  determinada pelo governo há dois anos, e o fim do subsidio do tesouro nacional ao setor elétrico como os principais fatores que estão levando o País a enfrentar essa grave crise energética.