Em Passo Fundo cenário da AIDS preocupa: para infectologista camisinha é a melhor forma de se prevenir
O Programa Emoção e Afeto, Comportamento, da Rádio Uirapuru, trouxe a tona uma triste realidade, que atinge o Estado e também os passo-fundenses: o aumento dos casos de AIDS e Sífilis. Partilhando o estúdio com o psiquiatra Érico Hecktheuer, a infectologista Cristine Castro, confirmou que a situação é grave. Além de seguir na liderança no número de novos casos, o Estado registrou no último ano o dobro da taxa de mortalidade envolvendo o vírus.
De acordo com dados do Boletim Epidemiológico HIV-Aids 2014, divulgado pelo Ministério da Saúde, 00. Em todo o país, foram 5,7 casos para cada 100 mil habitantes. Entre os estados, o Rio Grande do Sul segue na liderança no número de detecções, com um índice duas vezes maior que a média nacional: 41,3 casos para cada 100 mil pessoas.
Ela registra que ao contrário do que muitos dizem esses dados não refletem um maior controle de registros, mas sim que, infelizmente, os gaúchos se cuidam menos e tanto os homens como as mulheres tem resistência ao uso do preservativo.
O que conforme frisa, tem feito com que o número de casos de outras doenças também estejam ressurgindo, como a Sífilis e a Sífilis Neo Natal, que em Passo Fundo já colocado em alerta por médicos e instituições de Saúde.
Para se ter uma ideia, cita que em Passo Fundo, existem cerca de 1049 pessoas positivadas para AIDS, mas o cálculo que se faz é que para uma delas pelo menos mais dez tenham o vírus.
Ouvintes questionaram como se contrai o vírus e quais as melhores formas de evitar o contágio. A médica explica que o HIV, vírus causador da AIDS, está presente no sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno e a doença pode ser transmitida de várias formas: sexo sem camisinha, mãe infectada para o filho, uso da mesma seringa contaminada por mais de uma pessoa.
Já quanto a evitar a doença, ela registra que não é difícil. Basta usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar seringa, agulha e outro objeto cortante. O preservativo está disponível na rede pública de saúde.