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Cidade

Outro lado do programa: garotas sofrem ameaças enquanto trabalham nas ruas de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

Durante a noite, algumas ruas de Passo Fundo são marcadas pela presença de garotas de programa e travestis que ficam caminhando nas calçadas, aguardando seus clientes. No Brasil, apesar de não ser regulamentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a prostituição consentida não é crime. Segundo a legislação penal brasileira vigente, o que configura crime é a indução e a exploração da prostituição.

 

A Rádio Uirapuru recebeu a denúncia de uma profissional do sexo que afirmou estar sendo obrigada a pagar “pedágio” para trabalhar nestes locais. Ela, que sustenta mãe doente, irmão e filhos com a profissão, desabafa que alguns indivíduos envolvidos com o tráfico e comercialização de drogas cobram 50 reais por dia para que elas permaneçam ali.

 

Caso esse pagamento não seja realizado, no dia seguinte eles cobram o dobro e caso, novamente, elas não paguem, os mesmos as ameaçam de morte. Para preservar a identidade da profissional, que teme represálias, sua voz foi alterada digitalmente no depoimento que pode ser conferido abaixo.

 

Ao tentar contato com os órgãos de segurança, conforme afirma, o fato não recebe muita importância em função da profissão das mesmas. As garotas, com receio de retaliações, não registram formalmente as ocorrências e já não sabem a quem recorrer.