Gilmar Sossella é cassado: advogado do deputado afirma que irá recorrer da decisão
A Corte do Tribunal Regional Eleitoral cassou na tarde de hoje o deputado estadual pelo PDT, Gilmar Sossella. Os desembargadores determinaram a cassação do diploma do pedetista e a suspensão dos seus direitos políticos por 8 anos. O ex-superintendente da Assembleia Artur Souto também foi condenado.
Cinco dos seis desembargadores votaram pela cassação do ex-presidente da Assembleia Legislativa. Ele foi acusado de usar as instalações do Legislativo e o poder de seu cargo para favorecer a sua candidatura.
O gabinete da presidência da Assembleia pressionava servidores a dar parte dos salários para a campanha de Sossella. Diretores e coordenadores, servidores concursados da Casa, detentores de funções gratificadas, teriam sido coagidos a comprar convites no valor de R$ 2,5 mil cada para um churrasco de arrecadação de campanha. Estagiários também teriam sido utilizados atuar como cabos eleitorais para a reeleição do parlamentar, tendo que apresentar lista de possíveis votos para o então deputado.
Ele tem três dias, após a publicaçaõ do acórdão, para recorrer e deve ingressar com um recurso de embargos de declaração. Durante o tramite, Gilmar Sossella continuará na Assembleia. Se o recurso for rejeitado pela Corte, ele perderá o mandato e o Tribunal terá de recalcular a composição do Legislativo gaúcho, sem levar em consideração os seus votos. O deputado pode, ainda, pedir um efeito suspensivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para manter o diploma enquanto não é julgado. Gilmar Sossella, de Tapejara, foi reeleito em 2014 com 57.490 votos para o terceiro mandato consecutivo no parlamento gaúcho.
O advogado do deputado, Décio Itiberê, falou aos microfones da Rádio Uirapuru que assim que a decisão seja publicada, em Diário Oficial, eles irão recorrer pedindo o embargo de declarações. Alegando que as acusações carecem de provas e que seriam represálias de setores descontentes com a gestão do deputado.