Para ouvintes se o governo combater a corrupção na previdência não precisará alterar valores da aposentadoria
As novas regras anunciadas pelo ministro da Previdência, Carlos Gabas, têm gerado polêmica e deixado muitas pessoas confusas. Por isso, o Sem Segredo de sábado, pela Uirapuru, debateu o tema.
No estúdio participam os advogados, Osmar Teixeira e Diego Pierdoná. Segundo dados do IBGE, a expectativa de sobrevida no Brasil subiu 4,6 anos na última década, elevando o tempo de vida das pessoas para 84 anos e a idade média de aposentadoria por tempo de contribuição é de 54 anos.
Assim, para o ministro é preciso estender a idade média de aposentadoria. Analistas afirmam que se continuar assim o sistema irá quebrar em pouco tempo. Mas será que aumentar o tempo de contribuição é a solução? De acordo com o advogado Diego Pierdoná, a regra só passará a valer quando aprovada, mas ainda não se tem um prazo.
O assunto está sendo discutido com parlamentares e entidades sindicais. Em sua opinião, é praticamente certo que a fórmula que defende o conceito 8595 seja adotada. A soma da idade mais o tempo de contribuição, igual a 85 (para mulher) e 95 (para homem), o trabalhador terá direito a receber 100% do valor da aposentadoria. No entanto, para ele, se o órgão fosse bem administrado, alterações tão severas não seriam necessárias.
O jurista Osmar Teixeira, também concorda que a Previdência necessita de um projeto de gestão eficaz. Que acabe com a corrupção e fraudes que atravancam o seu funcionamento.
Citando países que conseguiram solucionar o problema de contas que não fechavam, usando o modelo de associações público-privadas. Não deixando todo o ônus a cargo da União. Além disso, em sua opinião as alterações não podem incidir em que já contribuiu, no atual sistema.
Essa foi também a conclusão dos ouvintes, antes de alterar o tempo de serviço e aposentadoria de quem contribuiu por anos a fio, o Governo Federal, deveria gerir melhor suas contas. Combater a corrupção, desenfreada, é outra medida que os ouvintes consideram urgente e que poderia reduzir os gastos da Previdência.