50 tons de cinza: mulheres vem realizando o sonho de transformar os homens pela força do amor
A não ser que você esteja completamente alheio e não tenha nenhuma amiga mulher, você provavelmente já ouviu falar do livro e do filme 50 Tons de Cinza. O conto de fadas do Século 21, que apesar de envolver sexo, fantasias e fetiches, trata de romance, foi o tema do Programa Emoção e Afeto, Comportamento, com o psiquiatra Érico Hecktheuer e a psicóloga clínica Lindamir Rech.
O livro, que conta a história de Christian Grey, um jovem bilionário, brilhante e maravilhoso que se apaixona por uma menina de 22 anos, virgem e que nem é o estereótipo da beleza feminina, tem como o seu maior público mulheres de meia idade, entre os 35 e 45 anos.
Essa revelação, feita pela psicóloga, mostra segundo constata a especialista, o tabu que o sexo ainda representa, aliado ao sonho do amor perfeito.
Ela ressalta que quando as mulheres defendem o amor de Grey e Ana, estão defendendo a si mesmas. Protegendo o seu próprio direito de sonhar e fantasiar.
Registrando que o que as leitoras do livro ou fãs do filme procuram, quando entram em contato com a obra, não é o sadomasoquismo, mas a dor e sua cura pelo amor.
É esse o gancho e fascínio das mulheres. Elas se vestem no corpo de Ana na tentativa de curar um homem enigmático acreditando que o amor tem essa força.
Essa ideia reafirma uma fantasia feminina de que seu sentimento de amor tem o poder mágico de transformar um homem amargurado e violento em alguém regenerado.